segunda-feira, 23 de abril de 2018

Em Prova: Prunus Branco 2015


Sei muito pouco deste vinho que me foi apresentado, pelo Sérgio Ivan Santos, que o distribui pela empresa Portus Wine. O Prunus Branco 2015 é proveniente do Dão, composto de Encruzado, Cerceal Branco, Malvasia Fina, Bical e não vai à madeira. É focado na mineralidade e num lado vegetal, que lhe confere uma certa asuteridade. Isto é, nada de frutinha. :-) Para quem gostar deste estilo, é de comprar às caixas, pois é muito versátil. Não sendo muito longo, dá prazer e vai bem com tudo. Até sozinho, de forma descontraída e despreocupada. Para quem procura caracter e o lado mineral de um vinho, repito. PVP: 6€. Disponibilidade: Portus Wine

Sérgio Lopes

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Em Prova: Soalheiro Mineral Rosé 2017


Depois do Espumante Rosé, eis que surge no mercado a mais recente novidade da Quinta do Soalheiro, o Soalheiro Mineral Rosé - o seu primeiro, de um produtor cujo nome quase se confunde com (belíssimo) alvarinho. A primeira edição do Soalheiro Mineral Rosé tem uma produção de apenas 5000 garrafas e foi lançada este fim de semana no Palácio do Freixo, num evento da distribuidora Decante Vinhos e que tive a oportunidade de provar. O vinho é feito da junção de Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço, e de Pinot Noir da zona atlântica da região dos vinhos verdes. Este último sofre fermentação malolática, o que torna o vinho suave e 5. Assim, a persistência do Pinot Noir aliada à elegância e aroma expressivo do Alvarinho, tornam este vinho muito agradável e "fácil de beber". Juntando os seus apenas 12º de alcool , ao perfeito equilibrio entre acidez e doçura, será seguramente um best seller no Verão que se avizinha. Seria curioso guardar algumas garrafas e verificar como evoluirá, dado a sua composição com duas castas de enorme personalidade. Grande estreia. PVP: 12,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 17 de abril de 2018

Em Prova: António Madeira Colheita 2015

António Madeira é um jovem francês de ascendência portuguesa, com as suas raízes junto à Serra da Estrela. Desde 2010, que tem explorado as vinhas velhas desta sub-região, tentando aplicar o modelo de Borgonha, produzindo vinhos extremamente elegantes e com o minimo de intervenção.

O António Madeira Colheita Tinto 2015 é um vinho produzido a partir de várias vinhas, onde existem muitas castas autóctones, em particular as castas Alfrocheiro e Touriga Nacional. 

Procurando expressar o terroir da Serra da Estrela, a intervenção foi minimalista (apenas utilizado enxofre). A fermentação alcoólica ocorreu em cubas abertas com pisa tradicional, utilizando o fermento da própria videira. Estagiou 18 meses em barricas usadas de carvalho francês.

O resultado é um vinho com muito pouca extracção, com um aroma delicioso, com fruta bonita, mas também um lado vinoso, que lhe confere muita graça. Cheira a vinho! Na boca é fresco, elegante, muito equilibrado, com a madeira totalmente integrada e com boa acidez, sendo um perfeito companheiro à mesa. Um vinho que apetece beber, nunca cansa e que a garrafa acaba rápido! PVP: 14€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sábado, 14 de abril de 2018

Arena de Baco: Prova Vertical Quinta da Gaivosa

Tradicional vertical: já não é a primeira vez que me dá esta sensação de andar para trás no tempo e ir absorvendo algo de futuro. Foi assim hoje também, na Quinta da Gaivosa, numa vertical do vinho com o nome da casa, aquele que eu conheço desde sempre (a saber: desde 1992, um ano depois da Gaivosa ter lançado o seu primeiro vinho, curiosamente branco; esse primeiro tinto de 92 não esteve presente nesta prova). Os vinhos vieram depois de uma atenta visita à exemplar adega imaginada pelos Alves de Sousa e traçada por Belém Lima; o novo e o antigo não se confundem, mas entrelaçam-se, numa confluência de gerações e memórias. Da vertical: o 2005 foi (con) sensual e tido como o melhor, isso se falarmos no melhor momento para um Gaivosa ser provado; para mim o 2011 estará igualmente perfeito, como que reunindo num só ano tudo aquilo que oferece este terroir do Baixo Corgo, o que é imenso, e daí o equilíbrio ser tão fundamental. A seguir o 2013, o 99 e o 95 - incrível como persiste um modelo desde o início, estando estes mais antigos vivíssimos, com taninos e elegância à superfície e mergulhando mais no seu interior a fruta que sai dos bons douros. Menos bem o 2003 e o 2009, onde a sobrematuração tomou conta deste perfil, vestindo o aroma e a boca de roupagem mais quente e indefinida. para finalizar houve ainda o Vintage 2015 da Quinta da Gaivosa no esplendoroso terraço da adega, logo depois do Eng. Domingos Alves de Sousa dizer algo como “isto está tudo muito bom, mas temos de almoçar...”. com toda a razão do mundo, assim foi, no Chaxoila, até porque os vinhos não acabavam por ali. para que viva na memória!

Marco Lourenço (Cegos Por Provas)

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Em Prova: Muros Vadios Branco 2015


Projeto recente da região do Dão - Quinta Vale do Cesto, em Oliveira do Hospital, cujo Muros Vadios na versão branco, provei há uns dias (foi lançado também um tinto e um rosé, nesta gama). O branco é composto por Encruzado, Malvasia Fina, Bical e Fernão Pires. Não tem passsagem por madeira. Trata-se de um branco crocante, onde a presença do granito se faz notar, mostrando-se mineral, também levemente citrino e floral. Seco, com boca cremosa e fresca, e um bom final. Bom companheiro à mesa. Diferente. Gostei. PVP: 7,5€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Em Prova: Quinta da Murta Clássico 2013


O Arinto é uma casta cuja expressão máxima ocorre em Bucelas (Lisboa), embora se porte igualmente muitíssimo bem em quase todo o país, originando vinhos com elevada acidez, e longevidade, seja com ou sem passagem por madeira. O Quinta da Murta Clássico é um dos belos exemplos disso mesmo.  100% feito de Arinto, é lançado apenas nos anos em que a qualidade é inegável, sendo a colheita mais recente no mercado a de 2013. A enologia está a cargo de Hugo Mendes e como é habitual o vinho reflecte o seu cunho pessoal, isto é madeira bem integrada (praticamente imperceptivel), elegância, perfil seco, com alguma austeridade e pendor gastronómico. Neste momento, com 5 anos - sim, 5 anos, começa a "abrir" e a mostrar todas as suas características, aparecendo deliciosas notas citrinas , mais maduras, um corpo mais composto, muita frescura, untuosidade e um final crocante e que dá muito prazer. Um vinho para esperar por ele e depois de lhe tirar a rolha, apreciar a sua evolução de copo para copo. PVP: 12€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Em Prova: Apaixonado Reserva Tinto 2015

Proveniente do Douro Superior, mais propriamente de Torre de Moncorvo, chega este vinho com um nome impactante - Apaixonado reserva tinto 2015. Feito de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Amarela e Tinta Roriz e com estágio de 16 meses em barricas de carvalho francês de segundo ano.

O nome do projeto é Àvidos e resulta da paixão de dois brasileiros pelo Douro Superior, e que aí encontraram o local de eleição para a produção de grandes vinhos, capazes de despertar prazeres e emoções especiais em todos que os experimentam. Mas do projeto, falaremos em detalhe noutra oportunidade.

Quanto ao Apaixonado é um vinho sedutor, bastante perfumado e complexo no nariz. com a Touriga Nacional a dominar, nesta fase e com notas de especiarias, do contacto com a madeira. O estágio em madeira usada amaciou o vinho, pelo que na boca os taninos são aveludados, macios, sem deixar de mostrar a garra do Douro Superior. Termina bem longo, potente e com a fruta em evidência. No dia seguinte estava muito mais ligado, pelo que necessita de tempo de garrafa, na minha opinião. 

A enologia está a cargo de Diogo Frey Ramos, tendo como enologo assistente, Afonso Magalhães, que também se encarrega da distribuição, extremamente selectiva. Deste vinho foram produzidas menos de 10.000 garrafas. PVP: 18,80€. Disponibilidade: Garrafeiras Selecionadas.

Sérgio Lopes